Casal Gastronomico - Alimentação Saudável
Alimentação Saudável



Deixe que a alimentação seja o seu remédio e o remédio a sua alimentação (Hipócrates).
O destino das nações depende daquilo e de como as pessoas se alimentam (Brillat-Savarin,1825).

Afirmações como estas que remontam a centenas de anos já atestavam a relação vital entre a alimentação e a saúde.
Saúde não é apenas ausência de doença. Quer dizer um estado de bem-estar físico, mental e social. Ter saúde é também ter condições de brincar e estudar de forma adequada, de conviver e socializar e, em caso de doença, ter condições de recuperar seu estado ideal de saúde.


Todos já sabemos e já estamos fardos de ver na TV e nos jornais sobre a alimentação saudável, mas será que colocamos em prática para nós e nossos filhos? A alimentação da escola também é muito importante para a saúde de seus filhos!



De acordo com os princípios de uma alimentação saudável, todos os grupos de alimentos devem compor a dieta diária. A diversidade dietética que fundamenta o conceito de alimentação saudável pressupõe que nenhum alimento específico – ou grupo deles isoladamente – é suficiente para fornecer todos os nutrientes necessários a uma boa nutrição e conseqüente manutenção da saúde.

A escola tem um papel primordial nesta tarefa! Afinal, se no colégio a gente descobre tantas coisas legais, por que não aprender também como nos alimentar de forma equilibrada, saudável e segura, para tirar o melhor proveito dos alimentos? A alimentação escolar é uma aliada nesse aprendizado, porque, além de suprir parte das nossas necessidades diárias de nutrientes, ela pode ser instrumento de educação alimentar.

Oferecer diariamente uma refeição completa para as crianças é montar um prato com todos os alimentos (Prato principal, acompanhamento, guarnição e salada), exceto para aquelas que tenham alguma restrição alimentar por questões de alergias ou problemas de saúde. O objetivo deste processo é familiarizar a criança com a maior variedade de alimentos possível uma vez que ela esta formando o seu hábito alimentar. Se a criança não quiser comer o alimento, simplesmente ela pode deixá-lo no prato. O simples ato de não colocar no prato da criança o alimento que ela se recusa a comer por questão pessoal, é um aspecto negativo na alimentação saudável, pois isto incentiva e distancia o alimento da criança. Neste caso a tendência da criança será de rejeitar mais este alimento e abrir precedentes para fazer o mesmo com outros tipos de alimentos, diminuindo a sua variedade de alimentos e; conseqüentemente diminuindo a variedade de vitaminas e minerais de sua dieta. Já, dispor o alimento “recusado” no prato diariamente, além de aproximar a criança do mesmo, dá a ela a chance de por curiosidade vir a experimentar o alimento de forma natural, não existindo esta possibilidade quando você retira o alimento do prato.

Em geral as crianças tendem a rejeitar alimentos que não lhe são familiares (BIRCH, 1997) e esse tipo de comportamento manifesta-se precocemente. Porém, com exposições freqüentes, os alimentos novos passam a ser aceitos, podendo ser incorporados à dieta da criança (ROZIN, 1977; BIRCH; MARLIN, 1982; BIRCH, 1997). Em média são necessárias de oito a dez exposições a um novo alimento para que ele seja aceito pela criança. Muitos pais não entendem esse comportamento como sendo normal e interpretam a rejeição inicial pelo alimento como uma aversão permanente, desistindo de oferecê-lo à criança. Apesar de a aversão ao alimento poder ser um motivo de frustração para os pais, ela não se constitui em rejeição permanente.

Aumente e varie o consumo de verduras, legumes e ofereça-os em cinco porções diárias. Esses alimentos são fontes de vitaminas e minerais que ajudam na prevenção de doenças e melhoram a resistência do organismo.
Ao contrário do que se pensa, uma alimentação saudável não é cara, pois se baseia em alimentos in natura e produzidos regionalmente.

Nutricionista Cristiane Yoshimine Ino Suaide

BIBLIOGRAFIA
Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira – Promovendo a Alimentação Saudável. Série A Normas e Manuais Técnicos. Brasília; 2006.
Ministério da Saúde. Manual das cantinas escolares saudáveis – Promovendo a Alimentação Saudável.. Brasília; 2010.
Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira – Promovendo a Alimentação Saudável. Série A Normas e Manuais Técnicos. Brasília; 2005.
Ministério da Saúde. Saúde da Criança: Nutrição Infantil. Caderno de Atenção Básica, nº23. Brasília; 2009.




Degustadoo às 21:30:30 de 23/04/2012 por Cristiane Yoshimine Ino Suaide - views: 7.186 | clicks: 1.731 Compartilhe no Twitter  Compartilhe no Facebook  Compartilhe no Orkut  Compartilhe no Google  Compartilhe no Google Buzz  Compartilhe no Delicious  Compartilhe no Windows Live  Compartilhe no MySpace  Compartilhe no Digg


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